Rev. Junio Cesar eleito mais novo presidente do Presbitério Madureira
Após seis anos dedicados a Comissão Executiva do PMAD, o Rev., como é carinhosamente chamado pela mocidade, tornou-se o ministro mais jovem a ocupar o cargo em toda história do Presbitério
Presbyterium - Como presidente mais jovem da história do PMAD, o senhor se considera inexperiente para administrar?
Rev. Junio Cesar - Definitivamente não. Embora tenha apenas 36 anos, estou na IPB desde os 04 anos de idade. Durante todo esse período sempre estive envolvido na liderança. Já fui presidente de Liga Juvenil (UCP), UPA e Federação. Exerci também o presbiterato na IP de Irajá e, no Concílio, tive a oportunidade de exercer vários cargos. Os dois que considero mais importantes para quem um dia almeja chegar a presidência tratam-se da secretaria de atas e da secretaria executiva. Ambos os cargos permitem a aquisição de amplo conhecimento sobre o funcionamento de um Concílio, planejamento, documentação e presidência das reuniões. Também tive a oportunidade de trabalhar em diversas comissões que, de certa forma, me auxiliaram na compreensão da máquina administrativa. Somado a tudo isso está os meus 12 anos de pastorado, 07 de secretarias presbiterias e sinodais, além experiência empresarial. Mas é claro que toda essa bagagem não significa nada sem a convicção de que um presidente não governa sozinho e que além de uma boa Comissão Executiva existem também inúmeros conciliares mais experientes que são fundamentais para uma boa administração.
Presbyterium - Sua administração possui influências de outras presidências?
Rev. Junio Cesar - Claro que sim. Não se pode desprezar o trabalho daqueles que nos antecederam. O próprio Jesus reconheceu o trabalho e a importância dos seus antecessores. Tive a oportunidade de compor a Comissão Executiva de três presidentes. O primeiro deles foi o Rev. Carlos Vargas, a quem considero um grande administrador e alguém com ampla visão para o crescimento da igreja. O segundo foi o Rev. Jouberto Heringer, um dos maiores moderadores que já conheci. E, o último, foi o Rev. João Batista, um grande conciliador, alguém sempre procura trilhar o caminho da paz entre os conciliares. Acredito que se conseguir reunir essas qualidades em minha administração, serei um bom presidente.
Presbyterium - Como foi sua conversão?
Rev. Junio Cesar - Fui convertido aos 15 anos, embora estivesse na igreja desde os 04. Aos quatro anos uma vizinha me levou a Esbola Bíblica de Férias. Na igreja tinha uns raros momentos de paz enquanto criança, já que meu lar era desarmonizado. Na minha caminhada encontrei muitos irmãos que me acolheram e se responsabilizaram por mim, por isso permaneci. Mas a história é muito longa. Um dia quem sabe poderemos falar nisso com tempo e calma.
Presbyterium - Sua família apoia sua presidência?
Rev. Junio Cesar - Minha família me apoia em tudo o que faço. Entretanto, preciso ter os pés no chão e dividir bem o meu tempo, separar as coisas. Atualmente, estou pastoreando a Segunda Igreja Presbiteriana e Honório Gurgel, trabalho na área de telecomunicações, estou terminando a Licenciatura em História e ainda sou pesquisador do Núcleo de Estudos da Antiguidade da UERJ. Tenho que respeitar muito minha agenda e não misturar as estações. Quando estou em casa, estou em casa; na igreja, na igreja; e assim sucessivamente. Não levo problemas de um lugar para outro. Acho que isso tem me ajudado a manter o apoio da família.
Presbyterium - O que o senhor espera da presidência?
Rev. Junio Cesar - Espero que seja uma presidência democrática que contribua muito para o crescimento do Presbitério. Sei que um ano é pouco, mas dá para começar um bom trabalho. A figura do presidente é muito marcante dentro da Igreja Presbiteriana do Brasil, mas pretendo descentralizar as coisas e montar uma equipe que esteja pronta para impulsionar as igrejas, impactando vidas. Espero o apoio de todos os secretários, da CE/PMAD e das federações. Se cada um cumprir o seu papel, chegaremos ao final do ano com o senso de dever cumprido.
Presbyterium - Quais são os objetivos da CE/PMAD ao adotar tema "Unidade, diversidade e fraternidade"?
Rev. Junio Cesar - Nosso objetivo é unir as igrejas do Concílio. Em primeiro lugar, precisamos entender que a unidade é fundamental para o desenvolvimento da igreja. Pertencemos ao mesmo reino. Somos da mesma seara. Vivemos sob a mesma Palavra. Compartilhamos a mesma fé. Integramos o mesmo Presbitério. Mas não podemos esquecer que unidade não significa igualdade. E é exatamente nesse ponto que falamos em diversidade. Temos que ter a liberdade de compreeder e aceitar que nossas igrejas são diversas entre si e que tal diversidade não fere a nossa unidade. A diversidade existe porque somos pessoas diferentes, com vidas singulares, que atuam em comunidades com características distintas e que nunca se apresentarão de maneira uniforme. Discutir o não-essencial é perda de tempo. É aí que entra a fraternidade. O amor fraterno nos faz suportar a nossa diversidade, superar as nossas diferenças, aceitar o outro como ele é e trabalhar pela manutenção da unidade. A CE e os secretários presbiteriais já compraram a idéia. Estamos lutando juntos por um Concílio ainda melhor.
Presbyterium - Qual política administrativa será adotada?
Rev. Junio Cesar - Em primeiro lugar a da unidade. Acredito que precisamos nos aproximar mais das igrejas oferecendo serviços que sejam úteis para os Conselhos. Por isso, estamos criando um Corpo de Consultoria Jurídica e outro de Administração Eclesiástica. Pretendemos utilizar os profissionais do Concílio para o benefício do Presbitério, integrar os secretários presbiteriais no planejamento, aproximar os conciliares, informar e oferecer meios para enriquecimento teológico e curricular dos pastores e presbíteros. Mas fundamental mesmo será fazer o Concílio voltar a discutir sobre crescimento e plantação de igrejas.
Presbyterium - Quais seriam suas considerações finais?
Rev. Junio Cesar - Bom, em primeiro luagar, quero agradecer ao Concílio pela confiança depositada. Espero que esse ano seja de grande benção para nossas igrejas. Rogo a Deus que me permita exercer a presidência com zelo, amor, sabedoria e muita dedicação. Pois amo este Concílio e desejo contagiar a todos com este amor, por um Presbitério unido, diverso e fraterno.